O valor da uma VIDA



                Não podemos negar que o sistema de valores está plenamente distorcido e invertido em todo o mundo. A vida que é um bem irrecuperável perdeu completamente o seu valor. Sem esboçar esforço algum, percebemos o quanto vale a vida humana. Lamentavelmente dia após dia pessoas estão morrendo em corredores de hospitais públicos por falta de assistência médica. As estatísticas de boletins policiais não são diferentes, afinal, vidas são ceifadas diariamente por coisas banais como um boné, um aparelho celular, ou qualquer outro objeto que, diante de uma vida, não tem nenhum significado. Guerras são deflagradas por interesses políticos, religiosos, econômicos...Enquanto isso o "viver" é o que menos interessa. A vida perdeu seu valor e esta é uma cruel realidade. 
Não posso deixar de comentar o assunto do momento, que é a morte do Torcedor Boliviano Kevin Spada que obviamente não é a primeira morte dentro de um estádio de futebol, porém, é um assassinato em que as autoridades se desmembram de suas responsabilidades atribuindo-as a torcedores e aos clubes que obviamente, não posso deixar de dizer que tem suas parcelas no que acontece dentro, e fora dos estádios. Enfim...Meu objetivo não é encontrar culpados, quem fez ou quem deixou de fazer.
O pior de tudo o que vem sendo veiculado, é ver alguns torcedores do Cruzeiro e todas as outras agremiações preocupando-se apenas com a punição ao Corinthians. Galera, É VIDA DE UM SER HUMANO. Uma família chora um ente querido e nesse momento, devemos nos desmembrar da paixão pelo futebol. ONDE ESTÁ O VALOR E O SENTIDO DA VIDA? As pessoas vem desvirtuando o espírito do futebol ao longo dos anos. Esporte em todas as suas modalidades, diferentemente de saúde pública, guerras e páginas policiais, deveria representar a vida e não a morte. 

"Se a vida não tem preço, nós comportamo-nos sempre como se alguma coisa ultrapassasse, em valor, a vida humana... Mas o quê?"


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O dia que Sorin me fez chorar



Seria impossível assistir à despedida do Sorín sem derramar lágrimas.


Três momentos choráveis: o Sorín comemorando o gol celeste enquanto jogava pelo Argentino Juniors, quando o mesmo voltou para o Cruzeiro no meio do segundo tempo e suas declarações com olhos marejados ao fim da partida. O amor que tenho por aquele cara é inexplicável, a saída dele do futebol é como perder o filho ou sei lá, inverbalizável.

Um belíssimo jogo de muita superação! Pablito mostrou que não está na hora de aposentar, que ainda tem muito fôlego e raça, me fez imaginar o que seria do Cruzeiro contando com o Sorín naquela noite contra o Estudiantes...

Um desespero me sacode: não sai homem, deixa eu te imortalizar!

É como se a ordem fosse “pega a bola e toca pro Sorín” e a onipresença dele no campo foi gratificante, incorporou o espírito de final – final da carreira, talvez – e não de amistoso. Correu atrás da bola, sorriu pra torcida, mostrou-se disposto a jogar de verdade, uma fome enorme de gol e mais de 55 mil corações aflitos esperando pelo gol do maior ídolo da nossa história recente. Pra mim, que não vi Joãozinho bater falta que não era dele, nem Piazza pedir para aplicarem a “porra” da injeção pra que ele voltasse à campo Sorín é sim o maior ídolo.

Nunca sairá da minha cabeça a imagem do jogador voltando a campo com a cabeça enfaixada pra marcar o gol da vitória cruzeirense na final da Sul-minas. E agora esperávamos que o jogador repetisse a dose na sua segunda despedida: faz gol!

O Cruzeiro ganhava por 2 a 0 e nenhum gol do ídolo estrelado. Do outro lado do gramado esperava ansioso o goleiro do AJR com sua câmera fotográfica pra frangar um gol do também ídolo deles.

O gol do Sorín era tão esperado que o goleiro do lado de lá apontou pro Bernardo tocar pro Sorín fazer um gol, mas o nosso ex-futuro-ídolo não viu e ficou pedindo desculpas depois. Seria o gol forjado mais emocionante da minha vida... Todas as almas cruzeirenses que desceram do repouso pra assistir àquela partida, todos os 55.000 presentes no Mineirão, os infinitos telespectadores, ouvintes de rádio... toda a China Azul esperava pelo gol do Sorín, torcíamos POR ELE.

Foi uma noite que Belchior poderia cantar: o tango argentino me vai bem melhor que o blues.

*Texto originalmente postado em Gol de Letras. Revisado e readaptado.




abraços china azul
att: Philipe Freitas




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#ForaBMG



Fala galera do Corneta Azul, em edição especial hoje !
Vamos ensinar a tirar o laranjão do banco do Capiroto, digo, do Atleticano
Uma forma de protesto do torcedor, até porque "uma laranja podre pode contaminar todo o resto" (William Shakespeare ).




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Redação sobre as férias


Na escola, quando voltávamos das férias, a professora sempre pedia para que fizéssemos uma redação contando coisas que fizemos nas férias. Detalhes de como foi o nosso período de recesso. Uma viagem, um passeio, um evento, um encontro. Coisas que nos marcaram nesse período, a ponto de ser o tema da nossa redação.

Aproveitando o clima de volta às aulas, se eu tivesse de fazer tal redação, não tenho duvidas que meu tema seria a nossa volta pra casa. Não o nosso lar, com pai, mãe, irmãos e irmãs, mas a volta pra outra casa, aquela que conhecemos tão bem quanto o nosso lar. Aquela que estava em reforma.

Na tarde de ontem tivemos mais um pedaço da historia sendo escrita no futebol. O clássico de ontem a tarde marcou a reabertura do Mineirão, um dos estádios da Copa do Mundo de 2014. E a inauguração não poderia ser de um meio diferente que não fosse um clássico. Cruzeiro e Atlético. Raposa e galo.

Tivemos de negativo no clássico, a politicagem envolvendo o jogo. Anteciparam o jogo da terceira rodada do Campeonato Mineiro, que já era um exagero ocorrer logo no inicio do torneio, tendo em vista a importância do jogo, e a necessidade de melhor preparação física dos atletas para um jogo desse peso. Se um clássico na terceira rodada já é exagero, imaginem na primeira rodada então? Os jogadores com a perna “pesada”, voltando de férias, longe de estar no melhor ritmo e forma física.

Alem disso, o estádio ainda não estava preparado pra receber jogos. O que vemos, lemos e ouvimos hoje, são as muitas reclamações e queixas de ontem, sobre a falta de estrutura dos Organizadores do evento. Água, bares, melhores informações e orientações, foram ingredientes que faltaram no clássico mineiro. Poderiam ter evitado tudo isso.

Mas tirando a parte da politicagem e esses pontos negativos, acho que o torcedor estava mais preocupado mesmo era em ver o jogo, a bola rolar. E rolar naquele tapete. Que tapete!

O jogo foi uma boa partida, dentro do possível. Pois como já foi dito, ambas as equipes estavam longe do ideal. Mas vimos um Cruzeiro remontado e já desfalcado, enfrentar um atlético-MG mais forte, mais entrosado, com mais “cara” de time, de igual pra igual e até melhor durante maior parte do jogo.
Quando pôs a bola no chão, o time azul foi melhor. Vitoria incontestável de um time, que apesar dos pesares, começa a criar expectativas na torcida pela forma que atuou.

Mas o que chamou a atenção de fato, não foi nem a vitoria. Que ultimamente tem sido cada vez mais normal contra o nosso rival.

Pra mim, e para muitos outros cruzeirenses que estiveram naquela tarde de ontem no Mineirão, foi saber que voltamos. Depois de quase 3 anos perambulando por estádios no interior do estado, estamos de volta à NOSSA casa.
E ver como a nossa casa está bonita e moderna depois da reforma, só nos faz criar mais expectativas em torno do nosso time, que esteve mal nos últimos anos.

Espero muito que tudo corra bem nesse 2013.
E que se confirme a teoria de todos os cruzeirenses, de que todos os problemas enfrentados por nós, era por estarmos sem casa, como ciganos. Porque ontem, ficou mais do que provado, que Mineirão e Cruzeiro, foram feitos um para o outro. E mesmo não sendo favoritos para um confronto como o clássico de ontem, quem manda na nossa casa, somos nós.

Então, nesse clima de volta às aulas, de fim de férias, posso dizer que o que foi mais legal pra mim, não foi uma viagem ou um passeio, mas a oportunidade de voltar pra casa. Pra casa do Cruzeiro. Que saudades que estávamos de ti, Gigante da Pampulha!

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NOSSA CASA, NOSSA VIDA!

NOSSA CASA, NOSSA VIDA!


Já dizia o ditado: "Não há lugar melhor que a nossa casa"

Está faltando pouco para reestrearmos no Gigante de Minas. O Cruzeiro, único time das Minas Gerais que já proporcionou momentos de Glória no Estádio.

Em sua ausência, percebemos o quanto ele nos fez falta. Foram 2 anos e 10 meses de uma reforma que para nós Cruzeirenses parecia nunca acabar. Foram dias de desolação, sofrendo nos gramados de Minas afora. Fizemos "Via Sacra" em Uberlândia, Ipatinga, Sete Lagoas...Mas enfim, temos a nossa casa de volta.

Nesse estádio fomos campeões da Su
percopa dos Campeões da Libertadores (1991 e 1992) Copa do Brasil(1993, 2000 e 2003), Libertadores da América (1997)e Campeonato Brasileiro (2003).

Foi também no gigante da pampulha que surgiram ídolos como 
Tostão, Dirceu Lopes, Piazza e Raul Plassmann. Atuando no Mineirão pela equipe Celeste Tostão foi o primeiro jogador de um clube mineiro a disputar uma Copa do Mundo.

Não nos resta dúvidas de que o Mineirão é e sempre foi nosso. O público record do estádio, é do Cruzeiro, e não foi contra as Frangas, foi numa final contra o Vila Nova em 1997 onde atingimos a marca exata e histórica de 
132.834 espectadores, marca essa que NUNCA, eu disse NUNCA será batida.

Tantas Glórias, tantas Alegrias, tantas lutas...Quanta saudade a torcida do Cruzeiro não sente deste estádio, é de arrepiar.

Logo mais em sua abertura, agora literalmente nosso, o Cruzeiro tenta escrever mais páginas heroicas e imortais.

Coincidentemente estamos há 10 anos das Conquistas históricas de 2003. O Mineirão voltando, muito tempo sem levantar uma taça de expressão, sinto que vem coisa boa por aí.

HOJE A OBRIGAÇÃO É VENCER.
AVANTE CRUZEIRO.



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